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O mito dos frangos que usam hormônios

03/04/2019 - 16:02:12  Cocari
Redação da C7 Comunicação


Um dos maiores mitos relacionados à criação de frangos em granjas envolve o fato de que as aves tomariam hormônios para alcançar os índices desejados de crescimento. É compreensível que o público procure explicações para a evolução dos frangos da atualidade, que chegam a 3 kg com 40 dias, mas é preciso recorrer a especialistas para entender o que de fato garante esse crescimento. 


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento proíbe, por meio da IN nº 17 de 2004, a administração de produtos com efeitos tireostáticos, androgênicos, estrogênicos ou gestagênicos, além de substâncias ß-agonistas, com a finalidade de estimular o crescimento e a eficiência alimentar. 


Fica claro, portanto, que são outros os fatores responsáveis pelo crescimento das aves, como a tecnologia na infraestrutura, nutrição e melhoramento genético. A respeito desse assunto, o médico veterinário Andreo Eckel, supervisor de avicultura da cooperativa Aurora, que trabalha em intercooperação com a Cocari, presta alguns esclarecimentos. 


Biosseguridade


“A biosseguridade se refere a todas as tecnologias e estruturas que temos hoje para evitar doenças virais, bacterianas ou qualquer outro agente que possa causar um dano para nossas aves”, ressalta. A biosseguridade inclui o isolamento do aviário, utilização de arcos de desinfecções, trabalhos de limpeza nos intervalos, fazendo com que as aves estejam saudáveis. 


Eckel salienta também que “o Brasil hoje é o segundo maior produtor de carne de frango do mundo, o maior exportador e é considerado o plantel com melhor qualidade sanitária também, um país que nunca teve influenza aviária. Isso graças à seriedade com que nossos produtores e cooperativas trabalham”. Esses fatores fazem com que as aves demonstrem todo o seu potencial genético, “pois o organismo não precisa mais estar preocupado com essas infecções e sim produzindo carne”, afirma. 


Uma ave com grande potencial genético precisa de biosseguridade, boas técnicas de manejo e uma ambiência apropriada. “É preciso proporcionar condições climáticas adequadas para que essas aves se desenvolvam. Temos de controlar a temperatura, umidade, velocidade do ar, conforme as necessidades das aves”, esclarece Andreo Eckel. Dessa maneira, as aves não precisam gastar sua energia para manter a homeostase, a temperatura confortável deve ser fornecida para a ave dentro de galpões climatizados. “Com uma temperatura adequada, a ave destina sua energia para o ganho de peso”, reitera. 


No que diz respeito às técnicas de manejo, Andreo Eckel destaca a importância de manter as aves confortáveis, controlando a ambiência, a temperatura, a ventilação, a luminosidade, mantendo a disponibilidade de alimento, água à vontade, tudo o que colabora para que elas possam poupar energia e crescer. “O granjeiro é o responsável por moldar tudo o que é necessário na criação da ave. E, unindo todos esses fatores, a genética vem melhorando a cada ano”, ressalta.


O melhoramento genético é feito há anos, sendo considerado um dos maiores responsáveis pelo crescimento significativo dos frangos em duas gerações. “Já são mais de 100 anos de seleção genética, que começa lá pelo pedigree importado. Depois vêm as aves bisavós, depois as avós e, por fim, a matriz, a galinha e o galo que produzem o ovo para nascer esse pintinho que conhecemos”, explica Eckel. 


Nas palavras do veterinário, “quando se afirma que há hormônios nessas aves, você joga por terra todo esse trabalho que está sendo feito:  dos geneticistas; nutricionais; de construção e produção de equipamentos de qualidade para manter a ambiência nos aviários; o trabalho acerca de biosseguridade; de assistência técnica; do granjeiro que se esforça no dia a dia para manter esse bom desempenho”.


Eckel sublinha também a importância de correlacionar a avicultura a outras culturas ou criações, pois, além do frango, outros segmentos também mostraram evolução ao longo dos anos. “Quando os bois eram criados a campo, levava-se em torno de 4 ou 5 anos para obter-se uma carcaça para abate. Hoje, vemos bovinos sendo abatidos com 18 meses. O que mudou? Não foram os hormônios, mas a tecnologia, a nutrição e a seleção genética”, afirma.

 
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