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I Fórum Agropecuário Cocari

30/11/2018 - 11:20:47  Cocari
Redação da C7 Com., com info. da OCEPAR e OCB


Com o objetivo de investir no desenvolvimento da pecuária em sua área de ação, no dia 29 de setembro, a Cocari promoveu o I Fórum Agropecuário, reunindo pecuaristas de toda a região da cooperativa no Paraná. 


Em seu pronunciamento, o presidente da Cocari, Vilmar Sebold, comentou sobre o novo patamar que a cooperativa trabalha para alcançar, em faturamento, recebimento de grãos, com crescimento no Paraná e no Cerrado, e destacou que a pecuária é uma das frentes em que a cooperativa está investindo. “A pecuária em nossa área de atuação ainda está pouco desenvolvida frente ao tamanho do plantel da região, que, de acordo com o último levantamento, tem mais de 487 mil bovinos. É uma oportunidade de negócios e como em toda atividade, sobrevive quem tiver eficiência produtiva. E juntos, vamos buscar essa oportunidade”, salientou.


Vilmar Sebold citou exemplos de eficiência produtiva na cafeicultura e na soja e frisou que com a pecuária não pode ser diferente. “A produtividade média de café no Brasil fica entre 15 e 20 sacas por hectare. Da família Rosseto é de 60 sacas. O custo do investimento se dilui em produtividade”, apontou.


A produtividade da soja também tem aumentado nos últimos anos. “Em 1975 não era como é hoje. Temos produtores trabalhando com meta de produção de 200 sacas por alqueire, depois de terem fechado o ano passado com 197 sacas. A diluição de custos fixos desses produtores será maior do que os que pretendem produzir 140 sacas por alqueire. E na pecuária não é diferente, precisamos ter eficiência produtiva”, reforçou o presidente da Cocari.


Estruturar a pecuária é um objetivo antigo da Cocari. “Esse é um ramo em que a Cocari tem muito a crescer, bastante a oferecer e por isso estamos começando a fazer essa reestruturação da área de pecuária dentro da cooperativa”, apontou o vice-presidente da Cocari, Dr. Marcos Trintinalha.


A iniciativa é no sentido de melhorar a qualidade do gado, agregando maior rentabilidade à atividade, como a cooperativa faz em outros segmentos. “É mais um passo nesse mecanismo de atendimento ao cooperado. Vamos aprender a recuperar nossas pastagens, para produzir gado de qualidade, robusto, com bom rendimento”, afirmou o vice-presidente. 


A finalidade do fórum foi debater sobre a importância do manejo e reconhecer a eficiência da pastagem na produção animal, em propriedades grandes ou pequenas. O diretor executivo da Cocari, João Carlos Obici, ressaltou a participação dos associados nesta primeira edição do evento, em busca de tecnificar o rendimento das propriedades. “Os produtores estão mudando os conceitos de pastagens. Tenho certeza de que o fórum foi de grande valia para todos”, observou.


Na ocasião, José Valdir Brescansin, coordenador do Comitê de Pecuária Moderna da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), parabenizou a Cocari pela iniciativa de promover o evento para essa troca de conhecimentos entre os produtores.


O mercado busca por gado com alto padrão de qualidade e para atualizar os pecuaristas da região e orientar sobre como chegar a esse resultado, a Cocari convidou profissionais com vasto conhecimento em pastagem e técnicas de desenvolvimento nas propriedades para a realização das palestras.


O engenheiro agrônomo Edmilson Nogueira abordou o tema: ‘Controle eficaz de invasoras na cultura do pasto e nova tecnologia XT’, destacando que o mercado da pecuária é bastante carente de informações, por isso a importância da participação dos cooperados em eventos como este promovido pela Cocari.


Em sua palestra, o agrônomo mostrou soluções para os pecuaristas tirarem o melhor proveito do campo, de forma sustentável, para produzir mais e melhor. “Não é tão simples criar gado, precisamos de muito conhecimento para obter eficiência, a fim de que os animais alcancem maior produtividade, fazendo render mais os hectares de terra do produtor”, apontou.


Nogueira falou da importância de o produtor conhecer sobre solo, relevo, clima e espécies forrageiras para o desenvolvimento adequado das pastagens, além de gestão da propriedade e manejo das categorias de animais. “A falha nessas interações pode prejudicar o resultado da produtividade e, consequentemente, acarretar prejuízo financeiro”, alertou.


O palestrante salientou que a produção final da atividade é a carne, mas, antes disso, o pecuarista tem de produzir capim, forragem, que é a base da pecuária. “O pecuarista investe na melhor vacina para garantir sanidade, na qualidade do touro para produção do sêmen, o que é importante, mas esquece da nutrição. Precisamos ter um olhar diferente para a cultura do capim, cuidar da pastagem com calagem e adubação, utilizar forrageira de qualidade, fazer controle de plantas daninhas e manejo correto das pastagens, para tornar a área mais produtiva, trazendo maior remuneração ao produtor”, analisou. 


O zootecnista Neimar Rotta Nagano, MSc em produção vegetal, tratou sobre ‘Formação e manejo de pastagens’, reforçando que a qualidade do animal está diretamente relacionada ao que ele come. “É preciso ter em mente que o bezerro entra pela boca”, brincou. “O tripé da pecuária é genética, sanidade e alimentação. Pastagem é a base da pirâmide”, ressaltou.

 
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