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Recomendação técnica: planejamento da dessecação é decisivo para o manejo de plantas daninhas

Recomendação técnica: planejamento da dessecação é decisivo para o manejo de plantas daninhas

Resumo da notícia

Monitoramento, identificação das espécies, escolha da estratégia e qualidade da aplicação são fundamentais para começar a safra com a área limpa

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A colheita das culturas de inverno e do milho segunda safra abre uma janela importante para o planejamento da próxima safra. E, nesse período, uma decisão pode fazer diferença durante todo o ciclo da lavoura: o manejo antecipado das plantas daninhas.

Uma dessecação bem planejada ajuda o produtor a iniciar a implantação da cultura com a área limpa, reduzindo a competição por água, luz e nutrientes e evitando que plantas invasoras se desenvolvam e se tornem ainda mais difíceis de controlar com a lavoura já estabelecida.

No vídeo da série Dica do Especialista, o engenheiro agrônomo Rodrigo Rombaldi, supervisor do Departamento Técnico (Detec) da Cocari, reforça que a entressafra exige atenção e planejamento para definir as estratégias mais adequadas a cada área.

“Na janela da entressafra temos como ponto de atenção o controle de plantas daninhas, com diversas estratégias a serem utilizadas”, destaca.


O primeiro passo é conhecer a área

Antes de definir qualquer estratégia, é fundamental realizar o monitoramento da área. Identificar quais plantas daninhas estão presentes, o nível de infestação e o estágio de desenvolvimento de cada espécie permite escolher o manejo mais adequado.

Esse diagnóstico é especialmente importante diante da presença de plantas de difícil controle, como buva, caruru, capim-amargoso e capim-pé-de-galinha. Quanto mais avançado o estágio de desenvolvimento de algumas espécies, maior pode ser a dificuldade para alcançar um controle eficiente.

Por isso, o manejo antecipado e o controle das plantas ainda nos estágios iniciais são estratégias importantes para reduzir a pressão sobre a cultura que será implantada.


Diferentes ferramentas para o manejo

A dessecação é uma das etapas do manejo de plantas daninhas e pode envolver diferentes estratégias, de acordo com as características de cada área.

Entre elas estão:

  • Dessecação pré-plantio: realizada para eliminar a vegetação presente antes da implantação da cultura;
  • Aplicações sequenciais: utilizadas quando necessárias para alcançar um controle mais eficiente;
  • Herbicidas pré-emergentes: importantes para auxiliar no controle de novos fluxos de plantas daninhas;
  • Controle em pós-emergência: utilizado de acordo com a estratégia de manejo e as características da cultura;
  • Cobertura do solo: uma boa formação e distribuição da palhada reduz a incidência de luz sobre o solo e auxilia no manejo das plantas daninhas, além de contribuir para a conservação do sistema produtivo.

A escolha da estratégia deve considerar o histórico da área, as espécies presentes e as condições específicas de cada propriedade.


Atenção à qualidade da aplicação

O resultado do manejo não depende apenas da escolha do herbicida. As condições no momento da aplicação também são decisivas.

Temperatura, umidade do ar e vento devem ser observados para identificar a janela mais adequada para a pulverização. A correta calibragem do pulverizador, a escolha das pontas e bicos, além da vazão e da pressão utilizadas, também interferem diretamente na qualidade da aplicação.

Outro ponto importante é a preparação da calda, considerando a compatibilidade entre os produtos utilizados e a necessidade de adjuvantes, de acordo com a recomendação técnica para cada situação.

Também devem ser respeitados os intervalos e as recomendações específicas de cada produto, incluindo o período de permanência das moléculas no solo quando utilizadas estratégias com efeito residual.


Planejar agora para evitar problemas durante a safra

O objetivo de todo esse planejamento é começar a próxima cultura com menor pressão de plantas daninhas e reduzir os problemas ao longo do ciclo.

Uma área mal manejada pode comprometer a produtividade pela competição por recursos, além de favorecer a presença de pragas e doenças, dificultar as operações e trazer reflexos até o momento da colheita.

Por isso, o planejamento da dessecação não deve ser visto como uma operação isolada. Ele faz parte de uma estratégia integrada de manejo, que começa pelo monitoramento da área e segue durante todo o ciclo da cultura.

Antes de iniciar a próxima safra, procure a equipe técnica da Cocari. O acompanhamento dos profissionais permite avaliar as condições de cada área e definir as soluções e estratégias mais adequadas para um manejo eficiente das plantas daninhas.


Assista à Dica do Especialista

No vídeo, Rodrigo Rombaldi apresenta orientações sobre dessecação e manejo de plantas daninhas e destaca os principais pontos que o produtor deve considerar antes do plantio.


Clique e assista ao vídeo da Dica do Especialista da Cocari.