A produtividade da pecuária começa muito antes do rebanho
chegar ao pasto. Ela depende diretamente da qualidade das pastagens, principal
fonte de alimentação dos animais nos sistemas de produção. Por isso, o período
de inverno representa uma oportunidade estratégica para que o produtor avalie
as condições de suas áreas, realize correções necessárias e planeje a
recuperação ou a reforma das pastagens, preparando a propriedade para os
próximos ciclos produtivos.
De acordo com orientações técnicas da Embrapa e do
IDR-Paraná, antes de qualquer intervenção é fundamental realizar um diagnóstico
detalhado da área. Nem toda pastagem degradada exige uma reforma completa. Em
muitos casos, a recuperação pode ser suficiente, desde que haja uma população
adequada de plantas e sejam adotadas medidas como correção da fertilidade do
solo, adubação, controle de plantas invasoras e manejo correto do pastejo. Já
quando a degradação é mais avançada, a reforma torna-se a alternativa mais
indicada para restabelecer o potencial produtivo da área.
O médico-veterinário do DEVET Cocari, Luis Felipe de
Oliveira, explica que alguns sinais indicam claramente a necessidade dessa
intervenção.
"A reforma de pastagem é fundamental quando a área já
não apresenta o mesmo desempenho de produção. Alguns dos principais sinais de
degradação são a baixa população de plantas, alta infestação de plantas
daninhas, solo exposto e pastagem muito baixa ou sem vigor. Esses fatores
reduzem a capacidade de produção de forragem e comprometem o desempenho dos
animais."
Segundo o profissional, identificar esses problemas logo no
início permite que o produtor adote as medidas corretivas no momento mais
adequado, evitando perdas ainda maiores na produtividade da propriedade.
Diagnóstico e análise de solo são o ponto de partida
A recomendação dos órgãos de pesquisa é clara: toda reforma
deve começar por um diagnóstico técnico da área e pela análise de solo. Somente
a partir dessas informações é possível definir corretamente as necessidades de
calagem, adubação e demais práticas de manejo, tornando o investimento mais
eficiente e aumentando as chances de sucesso da nova pastagem.
Além da correção da fertilidade, a avaliação técnica também
considera aspectos como compactação do solo, presença de erosão, intensidade da
infestação por plantas daninhas e o estado geral da forrageira existente.
Benefícios vão além da produção de forragem
Uma pastagem bem estabelecida reflete diretamente no
desempenho dos animais e na sustentabilidade da propriedade.
Conforme destaca Luis Felipe de Oliveira, a reforma
proporciona ganhos importantes em diferentes aspectos da produção.
"A reforma da pastagem tem como objetivo recuperar a
área, restabelecendo uma cobertura uniforme e produtiva. Com uma pastagem bem
formada, é possível aumentar a disponibilidade de alimento para o rebanho,
melhorar o ganho de peso e a produtividade dos animais, além de promover uma
melhor cobertura do solo, reduzindo processos erosivos e contribuindo para a
conservação da fertilidade."
Esses benefícios estão alinhados às recomendações da
Embrapa, que ressalta que pastagens produtivas também favorecem a conservação
do solo, reduzem perdas por erosão e tornam o sistema pecuário mais eficiente e
sustentável.
A escolha da semente faz toda a diferença
Outro fator decisivo para o sucesso da reforma é a qualidade
da semente utilizada.
De acordo com o veterinário da Cocari, optar por sementes de
alta pureza e qualidade representa um investimento que traz retorno tanto na
implantação quanto na longevidade da pastagem.
"O ideal é utilizar sementes de alta pureza e
qualidade, pois isso garante melhor estabelecimento da pastagem, maior
uniformidade e um excelente custo-benefício, evitando a necessidade de refazer
a operação. Além disso, sementes de qualidade reduzem o risco de introdução de
plantas daninhas na área."
A utilização de sementes certificadas, prática também
recomendada pelos órgãos de pesquisa, proporciona maior segurança ao produtor e
favorece a formação de uma pastagem mais uniforme e vigorosa.
Controle de plantas daninhas preserva o potencial da
pastagem
Outro aspecto essencial é o manejo das plantas invasoras.
Quando não controladas, elas competem diretamente com as forrageiras por água,
luz e nutrientes, reduzindo a capacidade produtiva da área.
Segundo Luis Felipe, o manejo deve fazer parte do
planejamento da reforma.
"Também é indispensável realizar um manejo adequado das
plantas invasoras, utilizando herbicidas específicos para pastagens quando
necessário. O controle das plantas daninhas evita a competição por água, luz e
nutrientes, permitindo que o capim expresse todo o seu potencial produtivo e
mantenha a pastagem saudável e eficiente por muito mais tempo."
DEVET Cocari oferece diagnóstico e soluções completas
Para auxiliar os cooperados em todas essas etapas, a Cocari
conta com a equipe técnica do DEVET, que realiza o diagnóstico das áreas,
orienta sobre o manejo mais adequado para cada propriedade e recomenda as
melhores estratégias para recuperação ou reforma das pastagens.
Além da consultoria técnica, a cooperativa disponibiliza um
portfólio completo de soluções, incluindo análise técnica, corretivos,
fertilizantes, herbicidas e sementes de alta qualidade, permitindo que o
produtor conduza a reforma com segurança, eficiência e maior retorno sobre o
investimento.
Mais do que recuperar uma área degradada, a reforma de
pastagens representa um investimento na produtividade da pecuária, na
sustentabilidade da propriedade e na rentabilidade do sistema de produção. Com
planejamento, acompanhamento técnico e uso de insumos de qualidade, o produtor
cria as condições necessárias para obter pastagens mais vigorosas, rebanhos
melhor alimentados e resultados superiores ao longo dos próximos ciclos
produtivos.