Com o
início da colheita do Milho Segunda Safra 2026, os produtores rurais precisam
ficar atentos à presença de plantas daninhas na cultura, principalmente as
conhecidas habitualmente na região como: vassoura, vassourinha e capim
massambará, que podem causar sérios problemas na comercialização do grão quando
misturado às cargas. É importante ressaltar que existe o sorgo plantado como
cultura e o sorgo que é considerado planta invasora, sendo essa planta daninha
a responsável pelos problemas de contaminação de cargas de grão.
A Cocari
reforça a conscientização e atenção para a presença dessas plantas nas
lavouras, destacando a necessidade de um manejo adequado para evitar prejuízos.
A cooperativa já enfrentou desafios com a presença dessas sementes em cargas de
milho, uma situação que não é exclusiva da Cocari, mas que também afeta outras
cooperativas e empresas desse segmento.
Identificação e prevenção
O
Departamento Técnico (Detec) da Cocari explica que essas plantas daninhas que
são da família do sorgo são de difícil identificação da espécie apenas pela
semente, por isso é mais seguro não colher essas invasoras junto com a cultura
para não arriscar a mistura com as cargas.
“Essas
plantas existem nas nossas áreas de atuação, principalmente perto dos postes, nas
bordaduras das áreas e em locais em que ocorre alguma falha na pulverização de
herbicidas. É muito importante orientar nosso produtor para sempre adquirir
sementes certificadas, com rastreabilidade de procedência e livres de impurezas
para semear, e recomendar que qualquer espécie de sorgo (S. halepense, S.
almum, S. arundinaceum) que permanecer na área até a colheita do milho deve
ser retirado, para não ser colhido junto”, alerta o gerente do Detec, Rafael
Furlanetto.
Ele
aponta que o sistema de limpeza da colheitadeira e das máquinas de
beneficiamento de grãos não consegue ser 100% eficiente na separação das
impurezas e contaminantes e compara a situação do sorgo com a da mamona. “Hoje,
o produtor rural sabe que ao encontrar uma planta de mamona na área, deve
retirar imediatamente, para evitar a contaminação da carga. Da mesma forma, é
determinante que o produtor adote a mesma prática em relação ao sorgo ou
qualquer outra espécie considerada praga quarentenária”, enfatiza o gerente.
O
supervisor do Departamento Técnico, Fábio Ribeiro, ressalta que a
conscientização sobre a importância de não colher plantas de sorgo junto com o
milho é vital para evitar problemas futuros na comercialização. “A Cocari, por
meio dos nossos consultores do Detec, está empenhada em recomendar manejos
eficientes para controle de ervas daninhas durante todo ano independentemente
da cultura implantada, respeitando a legislação e alertando os produtores sobre
a necessidade de monitorar suas lavouras e remover qualquer planta invasora de
forma química ou mecânica”, esclarece.