Milho safrinha – zoneamento, híbridos e janela
de plantio definem o sucesso no PR, GO e MG
O milho
safrinha exige planejamento estratégico ajustado à realidade de cada região.
Respeitar o zoneamento agrícola, escolher híbridos adequados e definir
corretamente a janela de semeadura são decisões que impactam diretamente o
potencial produtivo no Norte do Paraná, no Cerrado goiano e no Noroeste
Mineiro.
Norte do Paraná: decisão começa na regulagem
No Norte
do Paraná, o foco está na implantação correta e no ajuste técnico desde o
início da operação. “Precisamos acertar a população correta de sementes por
metro. Uma boa distribuição faz toda a diferença no estabelecimento das
plantas”, destaca Rodrigo Rombaldi, supervisor do Detec Paraná.
Embora a
janela na região seja mais ampla que no Cerrado, o alinhamento ao zoneamento
agrícola continua sendo fundamental para reduzir riscos climáticos e garantir
segurança produtiva. Além da plantabilidade, a escolha do híbrido deve
considerar estabilidade produtiva e resposta à adubação, já que o milho
apresenta alta responsividade nutricional.
Cerrado Goiano: janela curta e híbridos
estratégicos
Em
Cristalina (GO), o clima é o principal fator de decisão. A redução das chuvas a
partir de abril encurta a janela ideal de plantio. “O fator mais determinante
para o sucesso é a época de plantio. O ideal é semear entre 20 de janeiro e, no
máximo, 25 de fevereiro. Após isso, o risco climático aumenta
significativamente”, explica Eduardo Guerra, consultor do Detec no Cerrado.
A escolha
do híbrido precisa acompanhar esse cenário. “Recomendamos híbridos precoces ou super precoces, com tolerância ao déficit hídrico e resistência aos enfezamentos
transmitidos pela cigarrinha. Ciclos muito longos aumentam o risco de perda por
seca”, ressalta Guerra. O ajuste da população também deve acompanhar a janela,
reduzindo densidades em plantios mais tardios para minimizar competição por
água.
Noroeste Mineiro: aproveitar a umidade residual
é decisivo
No
Noroeste de Minas Gerais, com forte produção em municípios como Unaí e
Paracatu, o plantio também precisa respeitar o limite da umidade disponível no
solo. “O ideal é concluir a semeadura até meados de fevereiro ou início de
março, aproveitando a umidade residual antes do período mais seco”, explica
Danilo Araújo, do Detec Minas Gerais.
Segundo
ele, em áreas de sequeiro, a extensão da janela exige cautela. “Quando ainda há
áreas pendentes, recomenda-se concentrar esforços até por volta de 15 de março,
sempre avaliando a umidade disponível e o risco climático”, aponta.
A
definição do híbrido deve considerar textura do solo, regime hídrico e
capacidade de suporte do ambiente produtivo. Diferenças regionais exigem
estratégias distintas. Enquanto o Norte do Paraná apresenta maior estabilidade
climática relativa, o Cerrado goiano e o Noroeste mineiro convivem com risco
hídrico mais acentuado no final do ciclo.
Em comum,
as três regiões compartilham a necessidade de respeitar o zoneamento agrícola,
escolher híbridos adaptados ao ambiente, ajustar janela e população conforme
risco climático e planejar a safra com base em análise técnica.
O
Departamento Técnico da Cocari reforça que decisões antecipadas reduzem riscos
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Redação
Cocari.