O início da safra de café no Paraná traz um cenário positivo para os produtores, especialmente na região de Mandaguari, onde clima favorável, manejo técnico e valorização da qualidade têm impulsionado a cafeicultura.
A expectativa é de que as lavouras entrem na fase de colheita com bom desenvolvimento e alta uniformidade, em virtude das condições climáticas adequadas ao longo do ciclo produtivo. Segundo o consultor do Departamento Técnico da Cocari, Patrick de Souza, o desempenho das lavouras é reflexo de um conjunto de fatores bem conduzidos. “As lavouras cafeeiras encontram-se em plena fase de maturação, beneficiadas por condições climáticas ideais ao longo do ciclo. Esse cenário proporcionou alta uniformidade das plantas e excelentes perspectivas de produtividade”, destaca.
De acordo com ele, as chuvas regulares durante a fase vegetativa garantiram um desenvolvimento vigoroso, com ramos mais fortes, bom pegamento de florada e formação de grãos mais sadios. “Somado a isso, os manejos fitossanitários e nutricionais foram conduzidos com base em orientações técnicas e análises, garantindo ainda mais eficiência e qualidade ao processo produtivo”, completa.
Clima favorece qualidade do café
Outro diferencial importante da região está nas condições climáticas. Localizada próxima ao Trópico de Capricórnio e com altitudes entre 680 e 760 metros, a região apresenta dias mais quentes e noites mais amenas, combinação que favorece uma maturação mais lenta dos frutos.
Esse processo contribui diretamente para o acúmulo de açúcares nos grãos, resultando em cafés com perfil sensorial superior, cada vez mais valorizados pelo mercado.
Expectativa de safra e bienalidade
Para o cafeicultor cooperado Moacyr Firmino, a expectativa para a safra 2026 é de crescimento moderado, influenciado pela bienalidade característica da cultura do café. “A expectativa é de um aumento discreto na safra em relação ao ano anterior, já que para a maioria dos produtores este é um ano de maior produção, enquanto uma parte menor enfrenta uma safra mais baixa”, explica.
Ele também destaca que a tendência para os próximos anos é de expansão, impulsionada por novos plantios e pela adoção de técnicas de renovação de lavouras. “A produtividade em sacas por hectare tende a aumentar com o uso de técnicas como esqueletamento e renovação de áreas mais antigas”, afirma.
Florada uniforme e grãos de melhor padrão
O também cafeicultor cooperado Osmar Piasentin observa que as condições climáticas do último ciclo contribuíram diretamente para a formação de uma safra mais uniforme. “O café apresenta boa aparência, com uma colheita mais uniforme este ano. Os grãos estão mais maduros e com tamanho maior, resultado de uma florada muito boa e bem distribuída”, relata.
Segundo ele, períodos de clima mais seco em momentos estratégicos ajudaram a regular a florada, enquanto as chuvas ao longo do desenvolvimento garantiram vigor às plantas. “Isso tudo favorece a formação de grãos mais uniformes e de melhor qualidade. A expectativa é de uma bebida ainda melhor, desde que o clima ajude durante a colheita”, ressalta.
Indicação Geográfica valoriza a produção
Um dos grandes avanços recentes para a cafeicultura local é o reconhecimento por meio do selo de Indicação Geográfica (IG) do Café de Mandaguari, na modalidade Denominação de Origem.
A certificação reforça a identidade da região como produtora de cafés de qualidade e incentiva os produtores a investirem ainda mais em boas práticas. “A IG é muito importante porque associa a região à produção de cafés de qualidade. Isso faz com que compradores passem a procurar o café de Mandaguari”, destaca Moacyr.
Para Osmar Piasentin, o selo também representa um avanço na valorização do produto. “O produtor passa a ter mais consciência da qualidade que tem nas mãos e consegue agregar valor ao café, que antes muitas vezes era vendido sem esse reconhecimento”, afirma.
Além disso, a certificação exige padrões rigorosos, como colheita adequada, secagem correta e pontuação mínima para classificação como café especial, o que eleva o nível da produção como um todo.
Café Cocari: qualidade do campo à mesa
A Cocari está preparada para receber a nova safra, oferecendo suporte técnico aos produtores e estrutura adequada para todas as etapas do processo. Desde a orientação no campo até o beneficiamento, armazenagem e rebeneficiamento dos grãos, a cooperativa garante um processo cuidadoso, preservando as características e a qualidade do café.
Tudo isso contribui para que o Café Cocari chegue ao consumidor com uma linha completa de produtos, que inclui versões torrado e moído — tradicional, extra forte e gourmet — além de grãos torrados para quem valoriza a experiência de preparo e ainda na versão em cápsulas.
Com esse conjunto de fatores, a safra 2026 se inicia com boas perspectivas, reforçando o potencial da região e a qualidade do café produzido, cada vez mais reconhecido no mercado.