A Cocari deu início à edição 2026 do Programa Cooperjovem com a realização dos primeiros módulos de formação dos professores que irão aplicar a metodologia nas escolas ao longo do ano letivo. Cerca de 80 educadores participam desta etapa inicial, divididos em dois grupos, que se reuniram nesta semana na sede da cooperativa, em Mandaguari.
A formação marca o começo de mais um ciclo do programa, que leva a educação cooperativista para dentro das salas de aula, conectando teoria e prática por meio de projetos desenvolvidos com os alunos.
Neste ano, o Cooperjovem amplia sua atuação com a entrada de dois novos municípios — Itambé e Bom Sucesso — que passam a integrar a iniciativa ao lado de Mandaguari, Marialva, Jandaia do Sul, Kaloré e Cambira.
Formação que fortalece valores cooperativistas
Na abertura de um dos módulos, o vice-presidente da Cocari, João Carlos Obici, destacou o papel do cooperativismo como ferramenta de desenvolvimento social e a importância dos professores na execução do programa.
“O cooperativismo é diferente das empresas privadas, que têm foco no capital. Nas cooperativas, o olhar é voltado para as pessoas e para o desenvolvimento da sociedade. E são os professores que levam, na prática, essa educação cooperativista para dentro das escolas. Precisamos cada vez mais de cooperação e menos competição em nossa sociedade”, afirmou.
A formação dos educadores é considerada uma etapa estratégica do Cooperjovem, pois prepara os profissionais para trabalhar conceitos como cooperação, cidadania, responsabilidade social e protagonismo em sala de aula, por meio de atividades práticas e integradas à realidade dos alunos.
Expectativa e engajamento dos educadores
Entre os participantes, o professor Alexandre Augusto Martins de Almeida, da Escola Municipal Nilo Peçanha, em Marialva, participa pela primeira vez do programa e demonstra entusiasmo com a proposta.
Com 15 anos de experiência em sala de aula, ele conta que já conhecia o Cooperjovem, mas só agora conseguiu integrar a iniciativa.
“Estou animado com o programa, que busca criar uma cultura de cooperação na comunidade escolar. A expectativa é colocar em prática com os alunos tudo o que estamos aprendendo aqui”, destaca.
Já a coordenadora local do programa em Marialva, Jaqueline Guimarães Nabas, da Secretaria Municipal de Educação, acompanha o Cooperjovem pelo segundo ano e ressalta os impactos concretos observados nas escolas.
“A gente percebe mudanças reais. Os alunos aprendem com os projetos e levam esse conhecimento para casa, influenciando também suas famílias”, afirma.
Ela cita como exemplo um projeto desenvolvido por estudantes para a construção de uma cisterna sustentável na escola, com captação de água da chuva.
“Depois de verem os resultados, muitos alunos replicaram a ideia em suas casas, utilizando a água para atividades do dia a dia”, relata.
Segundo Jaqueline, a participação nas formações é essencial para potencializar os resultados.
“Eu faço questão de acompanhar todos os encontros com os professores. O Cooperjovem faz a diferença. A metodologia amplia nossa visão e permite ver as pessoas mudando a partir das ações”, completa.
Educação cooperativista como estratégia de desenvolvimento
Realizado em parceria com o Sescoop/PR, o Cooperjovem é uma das principais iniciativas sociais da Cocari e está alinhado aos princípios do cooperativismo, especialmente no que se refere à educação, formação e interesse pela comunidade.
Em 2025, o programa envolveu mais de 1.200 alunos, cerca de 80 professores e resultou em mais de 20 projetos educacionais desenvolvidos nas escolas participantes.
Com o início da formação dos professores, a Cocari dá mais um passo na consolidação do Cooperjovem como ferramenta de transformação social, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes, colaborativos e preparados para atuar em suas comunidades.